Depois de pensar inúmeras vezes em não fazer isso, vou fazer. Vou
escrever sobre o que mais me fascina em você, seus olhos. Essas duas
janelas que me levam para outra dimensão, o primeiro contato mais
intimo. Seu olhar faz com que me sinta despida, frágil, aqueles olhos
que me procuravam e descansavam à encontrar meus olhos. Você chegou
quieto, calado, aleatório, sentou-se, me olhou e eu realmente não estava
esperando aquele olhar demorado, olhos curiosos, porém calmos, olhos
admiradores que me observaram pelos mais longos 5 segundos que eu já
imaginei. De repente isso virou um hábito, a troca de olhares era
instantânea e ininterrupta, a cada movimento feito por mim era
acompanhado por seus olhos e eu assumo que eu gostava. Meus olhos te
caçavam famintos indo atrás de uma presa e nossos olhos se encontravam,
nenhum sorriso, nenhuma expressão facial, o ambiente silenciava-se e eu
conseguia ouvir minha respiração ofegante. Nós ficamos próximos por um
tempo. Seu olhar me hipnotiza. E agora longe da influência deles eu
consigo pensar nitidamente e talvez planejar sobre o que fazer quando te
encontrar novamente, mas sei que nada disso vai adiantar, pois quando
isso acontecer vou esquecer e descartar tudo em que pensei.
Dominyke M.

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