Lágrimas escorrem dos meus olhos, não consigo evitá-las, muito menos
fazê-las parar. Escorrem, transbordam como um açude sangrando, e o sol
radiando. Simples assim. Sem equação matemática, sem problema. Apenas
lágrimas. Quero correr o mais rápido que eu puder. Mas minhas pernas
insistem em permanecer no mesmo lugar, paradas, intactas, sem
movimento. Meu coração quer sair do meu peito, que adormecer. Quer…
descansar.
Não. Não. Permaneça forte. Apesar de tudo sempre permaneça forte. Dizia
minha mente, em meio a toda essa confusão. Estou confusa. Sem saída.
Palavra forte.
O que devo fazer? Senhor, me diz o que fazer. Estou implorando por uma
saída em uma esquina qualquer. Paro e subo nos trilhos do trem, olho pro
lado: Nada. olho pro outro: nada. Sem sinal de trem, então sento.
Isso mesmo, sento nos trilhos do trem e abaixo minha cabeça, colocando
entre minhas pernas. E simplesmente as lágrimas descem. Ali, parada nos
trilhos do trem minhas lágrimas insistem em demonstrar toda a minha
fraqueza. O amor é como um trem, sempre andando na mesma direção e no
mesmo horário então, no meio do caminho pode matar alguém cruelmente.
Coloco o fone de ouvido e ouço nossa música, a melodia para os meus
ouvidos. Não escuto. Não ouço o trem se aproximando. Não doeu. E sabe
por quê? Porque seu adeus já tinha me matado. Simples assim. Não foi
suicídio, foi acidente.
- Como Romeu e Julieta, todo amor tem seu fim em cinzas.-
- Ingrid Paloma
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