Em um armário no porão de uma casa, várias garrafas cheias do líquido que o mantém vivo.
Ninguém na vizinhança sabia da sua real condição. Para eles era apenas um professor que dava aulas a noite e que de dia ficava na sua casa, um cara reservado.
Danilo era mais que isso, de dia a claridade o machucava, a noite era sua amiga.
Toda a noite, ele abria o armário e bebia o líquido vermelho que escorria da sua boca até o queixo e pingava no chão. O estoque acabava com o tempo e Danilo tinha que repor, não gostava muito, mas era preciso, vários morreram para que ele possa viver.
Depois de beber, mas sempre queria mais, ia dar aula.
Dani M.

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